Comentário de Epístola: Filipenses

29/01/2007

 

Data 
Atos 16.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem, por volta de 51 d. C. e desde o começo a igreja apresentava um forte zelo missionário, além de constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4.15-16; 2 Coríntios 11.8-9).

É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana, por volta de 61 d. C., para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito, que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta.
 
A Carta
Em muitos aspectos, esta é a mais bela cara de Paulo, cheia de ternura, calor e afeição. Para mim, pessoalmente, vejo em 4.4-8 um dos mais bonitos textos de todas as cartas de Paulo:
 
4 Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.
5 Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
 
 
Seu estilo é espontâneo, pessoal e informal, apresentando-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo.

A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. Paulo, embora prisioneiro, era muito feliz, e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Para Paulo, Cristo era mais do que um exemplo; ele era a própria vida do apóstolo.
 
A mensagem dessa carta diz respeito à natureza e base de alegria cristã. Para Paulo, a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que depende de circunstâncias favoráveis do momento. A alegria cristã é independente de condições externas, e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas, como sofrimento e perseguição.

A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo. Por toda a carta, Paulo fala da alegria do Senhor, enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria, como ocorre em todas as outras áreas da vida cristã. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo, baseada na experiência do poder de sua ressurreição. Devido essa convicção, a vida de Paulo ganhou sentido. Mesmo a morte tornou-se uma amiga, pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1.21-23).

Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses por sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas. Essas, entretanto, são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão, ou como ele coloca em 4.17, “o fruto que aumente nossa conta”. Sendo assim, a alegria cristã é uma consequência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo.
  
Esboço de Filipenses 
Introdução 1.1-11
  Salvação 1.1-2
  Ação de graças 1.3-8
  Oração 1.9-11
 
I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
  Avançaram o evangelho 1.12-18
  Garantiram a bênçãos 1.19-21
  Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
  Vida digna do evangelho 1.27-2.4
  Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11
  Cultivar a vida espiritual 2.12-13
  Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18
 
III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
  Timóteo 2.19-24
  Epafrodito 2.25-30
 
IV. Advertências contra o erro 3.1-21
  Contra os judaizantes 3.1-6
  Contra o sensualismo 3.17-21
 
Conclusão 4.1-23
  Apelos finais 4.1-9
  Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20
  Saudações 4.21-22
  Bênção 4.23

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 29/01/07 por e-mail.