Pedido de oração / Cada um faça sua parte

17/11/2006

 

Chegamos ao final de mais uma semana. Como os dias passam rápido...
 
Acredito que no início da próxima semana estaremos com o novo provedor de hospedagem para o site. Assim, se por qualquer motivo você tentar acessar o site e não conseguir, pode ser que a transição esteja em andamento. Teoricamente, não é para dar problemas. Mas se acontecer e você tentar acessar, já sabe a possível causa. E se alguém a quem você indicou o site reclamar dessa situação, você já sabe o que explicar para poder insistir para que a pessoa acesse em outro dia. Mas estamos fazendo o que nos é possível para evitar problemas! E acreditamos que será difícil acontecer alguma coisa, mas como no mundo "virtual" acontecem coisas, no mínimo, estranhas muitas vezes...
 
Quero mais uma vez compartilhar o pedido de oração por nosso país. Hoje pela manhã verifiquei no jornal que a Aeronáutica e as empresas aéreas estão tentando jogar a maior parte da culpa pelos atrasos e cancelamentos de vôos uma na outra e vice-versa. Parecem sofrer do que normalmente é chamado de “Síndrome de Adão”, onde a pessoa erra, mas tenta jogar a maior parte da culpa (se não toda) em outra pessoa. Adão fez isso! Comeu do fruto proibido, no entanto, precisou deixar claro que o fez não por vontade própria, mas porque a mulher deu a ele.
 
Não importa se outra pessoa também tem culpa! Cada um precisa assumir a sua parte e começar a mudar! Não vai mudar nada se um quiser apenas dizer que a parte do outro é maior...
 
A Aeronáutica diz que as empresas aéreas cancelaram muitos vôos por iniciativa própria e não por conta dos atrasos no sistema. Diz que dos vôos cancelados, só 5% são por conta dos atrasos... Quer dizer: no meio do problema que a aviação Brasileira está enfrentando, estão se concentrando em uma parte do problema (o cancelamento de vôos – sendo que o problema maior é o atraso e não exatamente o cancelamento) para desviar o foco do problema principal. E mais: dizem que nesse ponto (o cancelamento), são culpados por uma pequena parcela, talvez numa tentativa de culpar as empresas aéreas para o pagamento de possíveis processos...
 
Mas acredito que por menor que seja a parcela de culpa da aeronáutica nesse ponto (o cancelamento), ela deveria resolver, pois pode ser que descubra que a culpa dela é maior do que parece, até porque se um vôo atrasa e um segundo vai sair depois e os aviões estão com uma lotação baixa, a empresa vai mesmo cancelar um para juntar todos os passageiros em um único vôo, já que o atraso será real e por motivo externo à vontade da empresa. E mais: muita gente já pode estar cancelando viagens por conta dos atrasos, o que faz a lotação de vôos cair e, claro, a empresa aérea cancela para juntar com outro vôo em outro horário.
 
Assim, acho que em vez de culpar o outro, se cada um fizesse a sua parte para resolver o problema (ainda que sua parcela de culpa seja realmente pequena e muito pouco mude com a sua parte resolvida), poderíamos caminhar na direção da solução. Até porque se resolvermos nossa parte pode ser que a parte de erro do outro caminhe mais facilmente para solução, o que mostraria que nossa parcela era maior, atrapalhando a solução do outro. Pode ser que se resolvermos a nossa parte, fique claro que o erro do outro não tem ligação com o nosso, é verdade. Mas precisamos resolver a nossa parte primeiro! Ou, se não estamos errados, pelo menos resolver a parte que nos é possível, mesmo que o erro nem mesmo seja nosso!
 
Vale a pena para meditarmos nesse ponto em nossa vida: Muitas vezes culpamos o outro, mas não resolvemos a nossa parte, nem mesmo fazemos algo para tentar mudar, ainda que a culpa não seja em nada nossa. Agora, mesmo que nossa parcela seja pequena, vale a pena resolver nossa parte antes de culpar o outro, porque se não fizermos isso, corremos o risco de ficar jogando a culpa de um lado para o outro e não ter a solução do problema. E mesmo que não tenhamos feito nada para a existência do problema, devemos fazer o que nos for possível para ajudar a resolver!
 
Oremos para que cada parte envolvida no caso do problema da aviação resolva a sua parte (pois cada um pode mesmo ter sua parcela de culpa) para que caminhemos em direção à solução e não apenas na tentativa de achar culpados. Talvez todos sejam culpados, mas se um jogar a culpa no outro, quem vai sofrer é quem usa o meio de transporte em questão... O que se precisa é caminhar na direção da solução do problema.
 
Ninguém que está doente procura a causa da doença no momento da necessidade do início do tratamento: primeiro se ataca a doença (claro que tomando cuidado com o medicamento a ser usado, suas reações, essas coisas) para, depois que a pessoa esteja medicada ou até o problema já esteja resolvido, se investigar possíveis causas. Se for para procurar uma causa antes de iniciar um tratamento, a pessoa pode morrer antes de se encontrar a causa. Alguns exames de causa precisam ser realizados antes para definir um foco ao tratamento, mas definir com certeza uma causa antes do início do tratamento é correr riscos de não ter a solução esperada. Primeiro se descobre o problema, começa a tratar e depois busca possíveis causas para (tentar ou) evitar no futuro a volta da doença.
 
O problema da aviação Brasileira é, infelizmente, a falta de investimentos no setor. Então, o remédio a ser administrado emergencialmente é um aumento do número de controladores de vôo (que precisam ser formados e leva tempo...), para depois verificar quem errou na falta de investimento, quem se aproveitou de um erro que já existia para agravar o problema e, claro, investir...
 
O texto de hoje seria outro, mas fica para outra oportunidade. A mensagem que envio normalmente na sexta-feira (um texto, uma história...), será um texto para ajudar a meditarmos sobre o que escrevi acima. Segue abaixo o texto que adaptei, tendo como base uma história parecida, para tentar mostrar o que parece acontecer a cada problema que vivemos e que envolve outras pessoas além de nós mesmos. Com a adaptação, acho que já estou me preparando para contar histórias ao Marcos que vem por aí:

 


 
Estava acontecendo um grande incêndio na floresta. E os animais estavam, em sua maioria, correndo na tentativa de salvar cada um a si próprio.
 
Mas os elefantes estavam discutindo para tentar descobrir quem teria causado o incêndio, para culpar esse animal e impedir que sua espécie ocupasse o mesmo espaço que outros no novo lugar que iam viver.
 
No grupo de elefantes (que era numeroso) havia pelo menos três grupos distintos: um que queria saber quem era o culpado (e esse era o maior grupo), um grupo menor que queria fugir como os outros animais estavam fazendo e um terceiro grupo, menor ainda, que nem conseguia sugerir no meio de tanta discussão, mas que queria propor que todos unissem forças para buscar água no rio próximo em suas trombas para tentar apagar o incêndio para ao menos tentar nem mesmo precisar mudar de lugar.
 
Enquanto a discussão seguia, um pequeno Bem-te-vi passava de um lado para o outro, sem ser notado. Até que em um momento, deixou cair algumas gotas de água sobre o grupo de elefantes e um deles (o líder) sentiu e reclamou:
 
- O que é isso, Bem-te-vi?
 
A resposta foi:
 
- Estou tentando apagar o incêndio, buscando água no rio com meu bico. Meu ninho está nesse lugar e os meus filhotes são pequenos para voar e não tenho como levá-los para outro lugar. Quero resolver esse problema!
 
O líder dos elefantes reclamou:
 
- Onde já se viu?! Um pequeno Bem-te-vi tentando, com poucas gotas d’água, talvez duas ou três de cada vez, apagar um incêndio desse tamanho. Pare já com isso! Precisamos saber quem fez isso para punir!
 
- Mas se eu parar para tentar descobrir quem fez isso, meu ninho com meus filhotes vai queimar e eu não terei feito nada para tentar impedir!
 
- E o que você acha que vai conseguir fazendo tão pouco, carregando tão pouca água? Não vai adiantar nada..., ainda tentava argumentar o elefante, tentando fazer o pequeno Bem-te-vi desistir de sua tentativa que era realmente muito pequena, diante do que estava acontecendo. Não ia resolver, no final das contas. Só aquilo não ia adiantar nada mesmo.
 
Mas o Bem-te-vi olhou bem para os elefantes e viu um pequeno grupo que já se separava dos outros, indo em direção ao rio, aquele grupo que já queria fazer isso, mas queria convencer os outros elefantes antes para que tivessem mais ajuda. Diante disso, nem precisou dizer muito para virar em direção ao rio e se preparar para voar e buscar mais água. A lição já estava dada, tanto que aquele grupo pequeno entendera. Mas foi preciso o Bem-te-vi falar antes de voltar ao rio para que o outro grupo notasse que sua discussão até aquele momento, mesmo antes da chegada do Bem-te-vi, fora inútil:
 
- Pelo menos estou fazendo a minha parte para tentar mudar. Se der certo, ótimo! Se não der, terei feito o que era possível fazer para tentar mudar o problema e não terei perdido tempo tentando achar a culpa do outro ou tentando fugir. Só vou fazer isso depois que ou resolver o problema ou não tiver mesmo mais o que fazer. Isso se fizer isso! Vou, antes de tudo, tentar fazer a minha parte, que pode ser pouco, mas pelo menos estou fazendo.

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 17/11/06 por e-mail.