Comentário de livro Bíblico: Joel

28/08/2006

 

Autoria
Não é questionada a autoria desse livro, sendo atribuída a Joel mesmo, sendo que, no máximo, foi escrito por um discípulo, relatando a profecia dele, algo que acontecia muito no mundo antigo e que já explicamos a questão de direitos autorais.

O nome Joel significa, literalmente, “Jeová é Deus”, sendo este um nome muito comum em Israel.

Nada é conhecido sobre esse profeta ou das circunstância de sua vida, o que colabora para a definição de sua autoria própria, pois se outra pessoa escrevesse contando sobre esse profeta, teríamos indícios de sua história. Pode ter vivido em Judá e profetizado em Jerusalém.

Época
Não há como ter certeza da data do livro, já que nem mesmo conseguimos indícios sobre isso no livro e os estudiosos se dividem em várias opiniões.

Agora, encontramos algumas situações em Amós ou em Isaías e que também estão em Joel, muito parecidas (comparar Amós 1.2 com Joel 3.16 e Isaías 13.6 com Joel 1.15). É opinião de muitos que Amós e Isaías tenham tomado emprestado os seus textos no ponto que citamos acima de Joel, fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores.

Além do mais, a adoração a Deus, a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2 Reis 11; 2 Crônicas 23.16), é levantada por Joel. Portanto, muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 a.C.), quando Joiada era o conselheiro do rei. Isso colocaria o ministério de Joel por volta de 835-805 a.C. Mas, definitivamente, não há acordo sobre isso. Essa é a possibilidade mais forte. Mas dar certeza mesmo, fica difícil...

O livro
O Livro de Joel parece dividido em duas seções. A primeira (1.1-2.27) trata do 'julgamento' de Deus para os dias da profecia (e podemos ampliar isso dizendo que seria sobre o 'julgamento' durante o tempo de vida do ser humano, antes do Dia do Senhor), sendo um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração.

A segunda seção (2.28-3.21) explica que não há dificuldade que seja pior que a ira do Senhor, no Dia do Senhor, por mais horrível que ela se apresente, não há como comparar ao julgamento de Deus que está a caminho.

Todavia, nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia. Através do Espírito Santo, Joel olha centenas de anos à frente, para um tempo em que Deus iria derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2.28). Seria (e é) um tempo em que a profecia viria de jovens e velhos, de igual modo; quando tanto homens como mulheres iriam profetizar. A salvação não seria apenas a inigualável bênção sobre Judá. Seria (e reafirmo: hoje já é) um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2.32).

Esboço de Joel
I. A mão do Senhor no presente – A praga de gafanhotos e a sua remoção: 1.1-2.27
  Praga dos Gafanhotos – 1.1-20
  O povo é chamado ao arrependimento – 2.1-17
  O arrependimento de Judá – 2.12-17
  A restauração do Senhor – 2.18-27


II. O dia do Senhor no futuro: 2.28-3.21
  A graça do Senhor – O Espírito será derramado – 2.28-32
  O Julgamento das Nações – 3.1-17
  A Bênção do Senhor – 3.18-21

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 28/08/06 por e-mail.